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Fusão Luxottica x Essilor

25 de janeiro de 2017 | 10:41h
Fusão Luxottica x Essilor

Na quinta-feira, 19/01/2017, fiz uma live pelo Facebook abordando o assunto que está bombando nas redes sociais e na imprensa especializada para o segmento ótico. A fusão entre Essilor e Luxottica. Ao longo da semana, muitos amigos e clientes me ligaram para saber a minha opinião sobre o assunto.

Na live abordei o assunto com 3 reflexões:

  • Zona de conforto
  • Profissionalização
  • Oportunidades

Segue uma descrição resumida sobre o que abordei, mas fique à vontade para assistir a live, CLICANDO AQUI.

Zona de Conforto

Durante a maior parte do tempo, nossa mente (consciente e inconscientemente) nos conduz a viver de forma estável, trabalhando no modo automático, fazendo as mesmas coisas sempre da mesma maneira. É assim que achamos que as coisas devem ser feitas, no mesmo horário, no mesmo local. Quando tentamos sair ou conseguimos sair da nossa zona de conforto, crescemos como pessoas. Não há modo melhor de exemplificar senão contando minha própria trajetória. Comecei a Optidados em 2008 e há dois anos, iniciamos um processo de reestruturação interna, montando processos, alocando pessoas para novas funções, entre outras ações.

Eu já estava convencido de que isso era necessário. Minha visão profissional me conduziu a isso, porém, demorei bastante tempo para aceitar e mudar meus hábitos. Até então, era eu quem resolvia tudo e não tinha outras pessoas para opinar e principalmente decidir. Tive que aprender a negociar com cada setor e cada pessoa, cada profissional, afinal criamos processos e eu não podia mais fazer as coisas “do meu jeito”. No início foi muito difícil, porque eu sabia que estava correto, mas minha mente sempre queria burlar os processos. Até hoje, sinceramente, em determinados momentos tenho que me corrigir.

Concluindo este tópico, se fizermos sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito, obteremos sempre o mesmo resultado e essa já não é mais a nossa realidade para o sucesso no mercado ótico.

Profissionalização

A maioria das óticas brasileiras tem o mesmo perfil no seu “DNA”. Os proprietários da maioria das óticas são pessoas que tiveram a oportunidade de trabalhar em outras óticas, onde tiveram condições de entender e aprender parte do processo de funcionamento de uma ótica. Mas ter uma empresa, uma ótica, é bem mais complexo do que entender seu funcionamento. Saber as funções e atuar como um vendedor, que tem como característica atender o cliente, interpretar a receita dos óculos, acompanhar o cliente na escolha da armação, etc., acaba não lhe dando a oportunidade de aprender sobre gestão.

Ao partir na jornada para abrir uma ótica, muitas vezes, o novo empreendedor não sabe da burocracia para se abrir uma empresa, conseguir um alvará, o que terá de contas à pagar, negociações com os fornecedores, saber sobre legislação trabalhista e fiscal, enfim, muitas outras atividades que compete a um administrador. Na minha opinião é aí que está o maior problema do segmento ótico.

Como a maioria das óticas são abertas por pessoas que ainda não tem visão empresarial, toda parte administrativa, contábil e econômica ficam “para depois” e em alguns casos, completamente sem a devida atenção. E aí o que vemos é o seguinte, se a ótica não fecha as portas, “sobrevive” no mercado, mas sempre sem crescimento, sempre passando aperto, devendo. Vemos também, por outro lado, os que chamo de “iluminados”, eles alcançam um sucesso financeiro indiscutível, mas possuem muitos problemas administrativos, não pagam os fornecedores em dia, não cumprem à lei, ou seja, possuem dinheiro na mão, mas sem controle de nada.

Neste momento você deve estar se questionando, como estes “iluminados” obtiveram sucesso financeiro tendo a gestão administrativa, contábil e econômica ruim ou inexistente? São inúmeras as explicações, mas a mais relevante, sem dúvida, são as margens de lucro praticadas no passado, nos cenários da economia e do mercado atuais, as margens vêm caindo cada vez mais o que coloca este pessoal numa situação delicadíssima.

Quando eu entrei no segmento, em 1988, fiz estágio numa rede de óticas chamada Curt e os proprietários estavam no ramo há muitos anos e reclamavam que a margem sempre estava horrível e que não haviam condições de trabalhar daquele jeito. Para os novatos no segmento e que reclamam de margens baixas, em 1988 era possível multiplicar por 10 o custo para formar o preço de venda. Isso mesmo, o preço de venda era formado multiplicando o preço de custo da peça por 10. Com margens tão gordas, todo erro na administração, contabilidade e economia era absorvida por essa margem gigante.

Os tempos são outros, a globalização, concorrência, internet, abertura de mercado, cultura, informação ao cliente, tudo isso fez com que as margens despencassem e com isso as óticas estão tendo que buscar resultado em outras áreas que eram totalmente ignoradas.

Finalizando sobre profissionalização, não existe mais espaço para “dono” de ótica. Hoje o sucesso é somente para o empresário que saiba administrar toda a cadeia operacional da ótica. Os empresários estão investindo no segmento ótico e o “dono” de ótica não está investindo tempo, nem dinheiro e muito menos conhecimento para se reciclar e também se tornar empresário. Com a fusão dos gigantes Essilor e Luxottica, esses diferenciais farão muita falta. Não procrastine, não deixe para amanhã o que tem que ser feito hoje, amanhã pode ser tarde demais.

Oportunidades

É de conhecimento de todos que a moeda sempre tem dois lados, portanto não podemos apenas reclamar da sorte, sem que haja sacrifício e esforço para buscar oportunidades no lado certo da moeda. Vou citar mais um, e o último, exemplo da minha longa vida dentro segmento de varejo ótico. Quando o Grupo Tecnol comprou a rede de óticas Carol, muitas óticas começaram a parar de comprar os produtos do Grupo Tecnol

Até que uma campanha começou a veicular na televisão sobre armação Pierre Cardin (Grupo Tecnol), feminina, com um preço excepcional. Como muitas óticas estavam boicotando o Grupo Tecnol, somente a rede Carol tinha esta peça e por “sorte” (ou inteligência, aí vocês escolhem), a minha ótica também tinha essa tal peça exclusiva. A Rede Carol fazia a propaganda na TV e eu, pequenininho, na minha ótica, aproveitei a oportunidade e peguei carona na febre da tal armação para vender mais.

A fusão Essilor e Luxottica, abrirá inúmeras oportunidades para o segmento. Seja para as óticas, laboratórios, indústria de acessórios e empresas de TI, assim como a Optidados. O essencial é todos ficarmos atentos para que as oportunidades escondidas sejam descobertas por nós e que assim possamos ser únicos e necessários no nosso mercado. As óticas brasileiras, principalmente, terão que abdicar da zona de conforto, mudar processos internos e além de se profissionalizarem, buscar as novas oportunidades que a fusão proporcionará.

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Orlando Bueno

Buscando referências nas melhores práticas do varejo ótico global e com vivência de 3 décadas no varejo de ótico nacional, idealizou a OPTIDADOS em 2008, com a missão de oferecer às Óticas do Brasil, inteligência de informação e eficiência de resultados comerciais.

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